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  Repatriação: quando é a hora de ir para casa?


27 de janeiro de 2022
 

Há muitos motivos para considerar o retorno ao seu país de origem. Entre os mais comuns estão:

Fim do contrato:
essa é a uma das razões mais corriqueiras para a repatriação. Se o seu visto de trabalho para um determinado país estiver relacionado ao seu emprego, você não pode ter muita alternativa a não ser voltar para casa.

Saudade da família e dos amigos: esse é um motivo para que expatriados que estão no exterior há muito tempo queiram voltar para seu país de origem. Eles podem até ter se adaptado bem e encontrado um novo lar no país de residência, mas o apoio da família e de bons amigos é insubstituível,  ainda mais se você decidir ter um filho no exterior. Talvez você queria que o bebê cresça na companhia dos avós e outros parentes.

Barreiras de linguagem: viver como expatriado pode ser fácil se você estiver trabalhando com outras pessoas que falam a sua língua, mas e fora do emprego? Se você não falar o idioma local, pode ser difícil conseguir outro trabalho nesse país de residência.

Preocupações com a saúde: se você tiver acesso à saúde pública no seu país de origem, então o seu bem-estar pode ser uma das razões para querer ir para casa. Mas é importante pesquisar a fundo esse detalhe já que você pode não se qualificar automaticamente para usar o sistema de saúde assim que chegar.

Oportunidades melhores: por fim, se você e sua família acreditam que há mais oportunidades de trabalhar no seu país de origem, isso também pode contribuir para a decisão de voltar para casa.

Nem sempre os expatriados voltam para casa por motivos positivos. Uma das principais dificuldades que eles enfrentam ao trabalhar no exterior é o “burnout” ou síndrome do esgotamento profissional. As causas para esse distúrbio emocional são bem variadas e podem incluir:

  • Desafios no trabalho
  • Dificuldades em casa
  • Solidão
  • Problemas de relacionamento

Mas o resultado é o mesmo: você se cansa da vida de expatriado e quer voltar para casa. Antes de tentar fazer algo sobre o burnout de expatriado, reserve um tempinho para:

Analisar a causa do problema:
você pode tirar uns dias de folga do trabalho? Sair da rotina de sempre? Umas férias curtinhas ou um retiro podem ajudar você a recarregar as baterias e mudar sua perspectiva.


Descobrir mais sobre a sua cidade,
se viajar não for uma opção. Tire um tempo para explorar o local onde você mora. Faça algo divertido, visite um museu ou galeria ou vá assistir a algum jogo ou evento esportivo. Veja se essas experiências ajudam a estabelecer uma conexão melhor com seu país de residência.

Após tomar a decisão de voltar para seu país de origem, você pode achar que a adaptação será fácil. Afinal, você estará de volta à companhia dos amigos e da família, e em um lugar que já conhece. No entanto, nem sempre é tão simples assim. A repatriação é um processo, e deve ser tratada como tal. Quase nunca é uma boa ideia tomar a decisão de voltar para casa de uma hora para outra. Reserve um tempo para pensar nos desafios que pode ser que você encontre:


Choque cultural reverso

Muitas empresas oferecem treinamentos para os expatriados antes da partida, mas não é muito comum contar com treinamento de repatriação, mesmo que o choque possa ser muito semelhante. Após um período inicial de adaptação, você pode ter se acostumado a morar no seu novo lar. O choque cultural reverso acontece quando a sua rotina do emprego no exterior não combina mais com as normas sociais no seu país de origem. Além disso, mesmo que você espere que seu país de origem ainda seja exatamente como quando você o deixou, na verdade é bem provável que muita coisa tenha mudado, principalmente se você morou no exterior por alguns anos.


Mudanças na vida da família e dos amigos

Mesmo que você esteja voltando para casa em uma situação similar àquela em que vivia antes de ir embora, nem sempre isso se aplica à vida da família e dos amigos. As pessoas mais próximas de você podem estar em relacionamentos novos, ou ter terminado o casamento ou o namoro, ou ainda ter tido filhos enquanto você estava fora. Então, às vezes não é tão fácil voltar à sua velha rotina com elas. Se estiver voltando para casa, reserve um tempo para desenvolver um “novo normal” no seu relacionamento com essas pessoas.


Retorno ao cargo anterior

A pesquisa de eficácia de mobilidade global da EY mostra que 1 a cada 2 funcionários voltam ao cargo que tinham antes da mudança para o exterior. Essa situação pode ser particularmente difícil depois de passar um tempo trabalhando em um nível internacional. Muitos funcionários repatriados deixam o trabalho: 16% deles pedem demissão dentro de 2 anos depois de voltar de sua experiência no exterior.

Há várias medidas que você pode tomar para facilitar o processo de volta para casa:

  • Converse com o RH: algumas empresas estão começando a oferecer treinamento de repatriação.
  • Fale com seu mentor: se você tiver um mentor expatriado experiente, converse com ele sobre o processo de repatriação e como ele enfrentou as dificuldades relacionadas a essa etapa.
  • Procure um coach executivo: se você não puder contar com o treinamento ou um mentor, pode valer a pena procurar um coach profissional para ajudá-lo no processo. Comece as sessões on-line e então continue com encontros presenciais quando chegar ao seu país.
  • Faça um planejamento: prepare seu retorno tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. Ter objetivos nas duas áreas da sua vida pode tornar a transição mais fácil.
  • Dê tempo ao tempo: nesse mundo em ritmo acelerado, é fácil ficar impaciente e achar que o processo está demorando demais, mas lembre-se de que você é humano e que é normal se sentir desafiado pelas mudanças.



Durante essa fase de decisões, não se esqueça da sua saúde e bem-estar. Se estiver chegando a hora de renovar seu plano de seguro-saúde internacional, ficaremos felizes em encontrar a melhor solução para você.